PF faz operação contra lavagem de dinheiro no Ceará e em outros cinco estados
Cerca de 90 policiais cumprem 26 ordens judiciais, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 15, a Operação
Efeito Dominó, um desdobramento da Operação Spectrum, iniciada em julho
de 2017, que desarticulou uma estrutura estabelecida para o tráfico
internacional de drogas. Cerca de 90 policiais cumprem 26 ordens
judiciais, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e
três de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco,
Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito
Federal.
Em Fortaleza, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária.
Durante as investigações da Operação Spectrum, a PF
desarticulou uma estrutura criminal criada visando o tráfico
internacional de drogas. Esse esquema era comandado por Luiz Carlos da
Rocha, mais conhecido como Cabeça Branco. Ele era tido como um dos
maiores traficantes da América do Sul, tendo conexões em dezenas de
outros países.
Doleiros
Por
meio de nota, a PF informou hoje que as investigações demonstram
“robustos indícios acerca do modus operandi [modo de operação] da
organização criminosa, consistente na convergência de interesses das
atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados, pois de um
lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais
em espécie para o pagamento de propinas e de outro, traficantes
internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de
recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as
transações internacionais com fornecedores de cocaína”.
Dois
doleiros tinham atuação “concreta e direta” com o grupo criminoso.
Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e
na Lava Jato. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de
investigações pela mesma prática criminosa.
“Quanto
ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato,
chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo
tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da
República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A
Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal serão
comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à
“quebra” do acordo firmado”, diz a nota da PF.
Com
a operação de hoje, a PF pretende reunir informações complementares da
prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro
Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico
internacional de entorpecentes.

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