quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Segundo IBGE, 85% dos autistas estão desempregados no Brasil, confira;

Foto: Reprodução

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a denominação oficial, a partir da mudança na Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde.

O mercado de trabalho ainda é um desafio para os autistas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85% dos autistas estão desempregados. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a denominação oficial, a partir da mudança na Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde – o padrão global para informações de diagnóstico de saúde. Em vigor desde janeiro de 2022, a CID 11 passou a englobar como TEA todos os transtornos e síndromes relacionadas.

Lucas Ramalho, que é analista de responsabilidade social, explica que as empresas vem mudando mais o olhar por conta de demandas das sociedade e cada vez mais apostando na diversidade no quadro de funcionários.

“A gente gosta de gente e isso significa que a gente gosta de diferentes pessoas, de pessoas diversas. Esse é nosso trabalho constante, com novos conceitos e novas mecânicas de trabalho, para proporcionar um ambiente de trabalho mais respeitoso, para que as pessoas sintam mais à vontade para trabalhar”, informou.

Embora seja bem amplo, o autismo tem uma escala definida de avaliação baseada no nível de dependência da pessoa e da intensidade das características, sendo dividido em nível 1, nível 2 e nível 3. Essa classificação está definida na última edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria.

Todavia, dentro de um mesmo nível, nenhum caso é igual ao outro. Por isso, é fundamental avaliar as especificidades de cada um e compreender os graus de comprometimento que a pessoa pode ter em sua independência e autonomia, assim como qual a dificuldade que ela eventualmente possa encontrar para estabelecer e cultivar suas relações interpessoais.

Desta forma, é possível encontrar o tratamento mais adequado e acompanhar a pessoa com TEA, tornando os ambientes físicos, sociais e atitudinais mais acessíveis e inclusivos.

Conheça os direitos dos autistas no mercado de trabalho.

Além do direito de ir e vir, as pessoas com deficiência devem, por lei, ser inseridas no mercado de trabalho. A primeira lei é de  número 12.764/12, conhecida como Lei Berenice Piana, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. E mais recentemente, em 2015, foi publicada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que também é conhecida pela sigla LBI (13.146/2015).

Mas não basta ofertar a vaga. As empresas precisam adaptar ambiente e os outros profissionais para recebê-los. Não existem números oficiais sobre pessoas autistas empregadas no brasil. Mas as deficiências que comprometem o desempenho cognitivo e de convivência social sofrem mais discriminação no mercado de trabalho, como explica Jidlafe Rodrigues, gerente da unidade do IDT Centro.

“Muitas empresas procuram cumprir a sua cota com a pessoa com a deficiência menos severa , então a gente procura muita a pessoa com a deficiência auditiva porque ela tem tosos os movimentos, todas as capacidades intelectuais e outras deficiências que não sejam necessárias uma adaptação maior”, informou

Pessoas dentro do espectro autista tem direito garantido por lei de serem inseridas no mercado de trabalho dentro das vagas destinadas a pessoas com deficiência. Mas esse direito nem sempre é respeitado. Muitas vezes por falta de preparo dos empregadores, que precisam adaptar o ambiente de trabalho e também a equipe para convivermos e lidar com as diferenças.

Saber enxergar as diferenças como riquezas é a chave para que a inclusão seja um processo natural em qualquer lugar. É o que acredita o Presidente da Comissão Nacional da Pessoa Autista do Conselho Federal da OAB, Emerson Damasceno.

“Temos por exemplo a lei Brasil de inclusão, temos a lei  Berenice Piana que trata da política nacional da pessoa autista. Nos temos a própria convenção de estar no orçamento jurídico de emenda constitucional. É muito importante que a não discriminação parta exatamente de toda e qualquer ação espaço social ou de gestão pública” destacou.

O autista também tem a possibilidade de participar do programa de aprendizagem para a pessoa com deficiência, a partir dos 14 anos. E não é necessário preencher requisito relativo a grau de escolaridade. Ele pode ser contratado como jovem aprendiz.

Fonte- gcmais.com.br

Blog Nilson Técnico Bosch Informa;


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