Legenda: A medida acabou sendo retirada de pauta após o governo recuar e dizer que não havia recurso para o pagamento
Após o presidente acusar Rodrigo Maia de não ter aprovado o 13° para beneficiários do Bolsa Família, o deputado pautou MP que tratava do tema e forçou o governo a recuar ; proposta deve ser discutida na próxima semana.
Medida Provisória que trata do pagamento do 13° salário para beneficiários do Bolsa Família foi centro de novo embate entre o Governo Federal e o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM). Após ser acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de ser o responsável por não haver pagamento de 13° em 2020, Maia pautou para sexta-feira (18) MP 1000/2020, que trata do tema. Contudo, ele acabou retirando da pauta após o governo recuar e dizer que não havia recurso para o pagamento.
A MP em questão trata sobre a prorrogação do auxílio emergencial por R$ 300. Após ser cobrado publicamente por Bolsonaro, Rodrigo Maia havia afirmado que incluiria nessa proposta o 13º aos beneficiários do Bolsa Família.
“O presidente da Câmara deixou caducar a MP. Vai cobrar de mim? Cobra dele”, disse Bolsonaro em transmissão na última quinta- feira (17). o governo não chegou a enviar nenhuma proposta ao Congresso para garantir o benefício em 2020.
Obstrução
A Medida Provisória estava na pauta da sessão de sexta (18) da Câmara dos Deputados. Contudo, pedido do Executivo Federal para a retirada de pauta foi formalizada pelo líder do governo na Casa, deputado Ricardo Barros (PP).
"O parlamentar afirmou em plenário que a medida provisória que cortou o valor do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 já cumpriu seus efeitos e pediu que ela não fosse votada”, afirmou. Além do pedido, partidos do Centrão, que fazem parte da base aliada ao governo Bolsonaro, já se articulavam para impedir a votação da MP.
Maia esperava que o governo formalizasse em plenário sua objeção, em uma manifestação pública, para se precaver contra futuras acusações. Após retirar o projeto de pauta, ele voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro.
“A narrativa que ele usou sexta e a narrativa que os bolsominions usam há um ano comigo, em relação as MPs que perdem a validade nessa Casa, é a mesma narrativa. A narrativa que eu deixei caducar a MP do 13º é a mesma de hoje”, alfinetou o presidente da Câmara Federal.
Economia
Eleição
Deputados avaliam que o embate foi mais um episódio da disputa envolvendo a sucessão na Câmara. O mandato de Maia termina em fevereiro de 2021. Bolsonaro quer eleger um aliado, o líder do Centrão, Arthur Lira (PP).
Rodrigo Maia tenta eleger um sucessor, independente ao governo. Ele anunciou na sexta a formação de bloco amplo, com a participação de partidos de oposição e de centro, para lançar candidato único à eleição da Casa. Ao todo, o grupo soma 11 partidos, com 281 deputados. O candidato, no entanto, não foi escolhido.
Fonte-diariodonordeste.verdesmares.com.br
Blog Nilson Técnico Bosch.

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