quarta-feira, 10 de abril de 2019

Com efeito Doria, Tasso se movimenta e pode trocar PSDB pelo PPS

O senador se articula para não ser engolido pela 

liderança do governador de São Paulo.



Doria e Tasso, com a praia do Futuro ao fundo, se cumprimentam em visita do então prefeito paulistano a Fortaleza em agosto de 2017. Foto: Tapis Rouge.

Da coluna Radar, da Veja, assinada pelo jornalista Lauro Jardim: “Tasso Jereissati anda tentado a deixar o PSDB e se filiar ao PPS, caso se confirme a consolidação de João Doria como o senhor da legenda tucana e a eleição de Bruno Araújo para presidi-la. Tasso vem, inclusive, se empenhando para tentar convencer colegas tucanos a fazerem o mesmo movimento”. 
Pois é. A nota surge no mesmo momento em que João Doria, governador de São Paulo, começa a impor um ritmo diferente ao partido. A suposta saída de Tasso pode ser apenas um balão de ensaio. Pode ser um “aviso” do senador visando dar um freio de arrumação na correlação internas.
O fato é que Doria tem pretensões muito claras: disputar a presidência da República em 2022. Para isso, precisa repaginar o PSDB. Ou seja, quer mandar no partido, planeja fusão com o DEM e se movimenta para posicionar a sigla no Centro, longe da direita e da esquerda.
Por sua vez, Tasso é um sobrevivente do grupo que deu dimensão nacional ao PSDB ainda no início da década de 1990. Na já longa trajetória, manteve-se distante de todos os escândalos que, inclusive afetaram próceres do partido, como Aécio Neves. A relação entre Tasso e Doria é, digamos, fria.
Em sua trajetória política, iniciada em 1986, Tasso só pertenceu a dois partidos. Primeiro, o PMDB. sigla que abrigou sua candidatura a governador naquele ano. Já em 1989, mudou-se para o PSDB levando Ciro Gomes consigo.
Fonte-Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br
Blog Nilson Técnico Bosch.

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