sábado, 9 de março de 2019

Professores e Estado entram em acordo; impacto anual passa de R$ 29,5 milhões

| EDUCAÇÃO | Acordo foi mediado pela Justiça do Trabalho e assinado pelo governador do Ceará, Camilo Santana.



GOVERNADOR Camilo Santana assinou ontem acordo com professores
 (Foto: Mauri Melo/Mauri Melo)
Foi homologado ontem acordo entre o Governo do Ceará e cerca de
 674 professores de nível superior, mediado pela Justiça do Trabalho.
 O acerto se refere a um impasse judicial sobre o piso da categoria 
iniciado  há 27 anos.
 Em precatórios, cada profissional receberá em torno de R$ 196 mil.
 Conforme o Tribunal Regional do Trabalho no Ceará, 
a ação foi iniciadaem 1992.
 A categoria adotou como base o decreto 18.292 (entre 1986 e 1987)
 do então governador Gonzaga Mota, que estabeleceu piso salarial 
para a categoria.
 O decreto não foi adotado pelo sucessor, Tasso Jereissati (PSDB).
Os professores acionaram a Justiça por meio do sindicato, reivindicando
 o pagamento de diferenças salariais referentes à implantação do piso.
 A ação transitou em julgado até 1996, mas o Estado foi ao STF 
questionar a competência da Justiça do Trabalho para julgar o caso. 
A decisão veio em 2007,
  a favor dos professores, contrariando o então governador
 Cid Gomes (hoje no PDT).
Com o acordo homologado ontem, conforme números fornecidos pelo 
procurador do Estado, João Renato Banhos Cordeiro, se somados, 
os valores destinados aos professores em precatórios são estimados
 em R$ 111,6 milhões do cofre estadual.
Há ainda o valor de R$ 4 mil referente à Vantagem Pessoal Nominalmente
 Identificável (VPNI) para cada um que aderiu ao acordo. 
Com base nos valores repassados por Banhos,
 o impacto passa de R$ 2,4 milhões mensais. Em 12 meses, portanto,
 passarão de R$ 29,5 milhões destinados aos
 profissionais que aceitaram o acordo.
Os contemplados são professores da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade do Vale do Acaraú (UVA) e da Universidade Regional do
 Cariri (Urca). Segundo o Sindicato dos Docentes do Ensino Superior 
Público do Ceará, 634 professores não aceitaram os termos propostos.
O governador Camilo Santana (PT) disse que a conclusão foi positiva para 
as partes. "A gente fez um planejamento pra que pudesse honrar esse
 compromisso a partir de agora com esses professores que aderiram a
 esse acordo". O pagamento, diz o petista, já estará na folha de abril. 
Ele espera que, com isso, os demais professores firmem acordo.
A respeito da influência do Executivo sobre o largo tempo de espera, 
Camilo diz que o papel do Governo é defender os "interesses do Estado, 
que é o interesse da população cearense". 
O montante de recursos desse processo, "da forma que estava, inviabilizava
 qualquer tipo de acordo", disse. "Nossa orientação era que se buscasse
 entendimento", afirmou Camilo Santana.


  • Liderança do titular do Sindesp é questionada
  • Pagamento não dará desequilíbrio

  • Parcelas

    A média do aumento salarial por meio da VPNI é de R$ 4 mil porque o
     acréscimo ao salário bruto varia de acordo com o nível do professor:
     adjunto,assistente ou titular.
      "Má-fé"
    Ocorreram ainda outras investidas do Estado questionando o pagamento,
      o que levou à aplicação de multas ao governo por litigância de má-fé. 
    O entendimento era de que as iniciativas eram meramente protelatórias.
     CARLOS HOLANDA
    Fonte-https://www.opovo.com.br/
    Blog Nilson Técnico Bosch.

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