quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Camilo estuda duas propostas de reestruturação do Governo



Por Fábio Campos
Fonte-fabiocampos@focus.jor.br

A maior votação já recebida por um candidato a governador (provavelmente na História do Brasil desde 1982) não vem sendo tratada por Camilo Santana (PT) como o passaporte para manter as coisas como estão ou como foram na primeira gestão. O governador e seu núcleo duro sabem muito bem que a leitura a partir das urnas reconhece sim o trabalho realizado, mas sabe também que, em boa parte, a política explica o resultado acachapante. Porém, como se sabe, a política é dinâmica e muda com imensa velocidade.
Focus.jor apurou que o Governo fervilha em estudos de mudanças na estrutura do Governo. Tais mudanças vêm sendo elaboradas a partir de duas fontes distintas. Uma delas é a Secretaria de Planejamento, comandada pelo engenheiro com larga experiência na gestão pública, Francisco Maia Jr. A outra é o Ceará 2050, um grupo governamental organizado para dar à luz a um conceito de planejamento de longo prazo.
É evidente que a hecatombe nacional das urnas impôs e apressou mudanças na máquina. A imagem da imensa mesa (veja foto acima) que caracteriza as reuniões do governador com o secretariado passa a ideia de ineficiência e de nulidades que, em boa parte, só estão ali para atender à demandas políticas que em nada dizem respeito às necessidades prementes do cidadão e do desenvolvimento do Estado.
Quem conhece o modo de Maia Jr de pensar a gestão sabe que a raiz da sua cabeça é radical. Maia costuma agir da seguinte forma: apresenta ao chefe uma proposta que considera ideal do ponto de vista da gestão. Porém, sua experiência sabe que a força da política quase sempre se impõe e acaba restringindo o ideal. No entanto, há um espírito do tempo, que refletiu nas urnas de âmbito nacional, que pode ajudar o governador a querer enfrentar os modelos velhacos de construir a gestão pública.
A outra estrutura da qual emanam projetos de reestruturação está sob o comando do ex-deputado estadual Eudoro Santana, pai e maior referência política do governador. Pelo que o Focus apurou, há em gestação uma proposta radical e inteligente, mas que, em paralelo, contempla estruturas para atender às demandas políticas e politiqueiras de um governante que se elegeu atraindo a oposição para seu palanque e juntando mais de duas dezenas de partidos em seu apoio.
O fato é o seguinte: escolhas terão de ser feitas. Há uma expectativa de que, na segunda gestão, Camilo seja mais Camilo (ainda precisamos descobrir realmente quem é Camilo) e menos dominado pelas necessidades políticas, que se articulam sempre com grande voracidade para se manter apegadas às tetas estatais, que são mirradas.
Blog Nilson Técnico Bosch.


Tocador de vídeo

Nenhum comentário:

Postar um comentário