quarta-feira, 25 de julho de 2018

POLÍTICA - ELEIÇÕES 2018 - JUÍZES CRITICAM AS DECLARAÇÕES DO PRÉ-CANDIDATO A PRESIDENTE DO BRASIL CIRO GOMES.

Para juízes e analistas, colocar a Justiça na ‘caixinha’ é um risco.

‘O mundo político precisa entender que o país precisa

 e quer trilhar outro caminho’, avalia Fausto De 

Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal 

da 3ª Região.






Gilberto Amendla, O Estado de S.Paulo
25 Julho 2018 | 10h14
As declarações do candidato à Presidência do PDT nas eleições 2018Ciro Gomes, de que é necessário restaurar a autoridade do poder político”, fazendo com que juízes e o Ministério Público voltassem para suas “caixinhas”, foi criticada por juízes e analistas nesta quarta-feira, 25. Para eles, as falas do pedetista põem em risco a independência do Judiciário.
“Isso faz parte da reação de parte da política ao trabalho de juízes independentes. O mundo político precisa entender que o país precisa e quer trilhar outro caminho”, avalia Fausto De Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Para juízes e analistas, colocar a Justiça na ‘caixinha’ é um risco
‘O mundo político precisa entender que o país precisa e quer trilhar outro caminho’, avalia Fausto De Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região Foto: JB NETO/AE
Em entrevista concedida ao programa Resenha, da TV Difusora, no Maranhão, no dia 16 deste mês, publicada pelo Estado na terça-feira, 24, o candidato do PDT afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, só teria chance de sair da cadeia se ele (Ciro) fosse eleito.
"Só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga. Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político", afirmou Ciro.
Ciro tentava explicar a estratégia do PT em insistir na candidatura de Lula — mesmo após a condenação em segunda instância da Justiça e prisão.
Durante o quinto fórum da série A Reconstrução do Brasil, inspirada em um conjunto de reportagens publicado pelo Estado entre setembro de 2016 e janeiro de 2017, as declarações repercutiram. O promotor do Ministério Público de São Paulo, Marcelo Mendroni, se contrapôs ao comentário do candidato do PDT, Ciro Gomes.
"Acho, no mínimo, antiética uma declaração desse de uma pessoa que é candidato a presidente da República. Ele quer dizer o que? Que vai controlar o poder judiciário? Afrontando a independência do poder judiciário. De que jeito ele pretende fazer isso? É uma afirmação que ele tem que explicar melhor o que ele quis dizer. No meu modo de ver, é uma declaração, no mínimo, antiética e imoral", disse.
Para a economista Maria Cristina Pinotti, há um flerte com o autoritarimo.
“Se ele fizer isso, ele segue o caminho da Venezuela e de outros países totalitários. Mas parto da hipótese que o Brasil já escolheu a via democrática”, diz a economista.
Fonte-Estadão
Blog Nilson Técnico Bosch.

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