sexta-feira, 8 de junho de 2018

Economia - Inflação no Bolso do Povo.

Roupas vão ficar mais caras com o tabelamento de frete, diz entidade

Mudança vai custar de R$ 3,5 bilhões a mais aos produtores têxteis e de confecção.




(Foto: Divulgação)
Equipe Focusfocus@focus.jor.br
A aplicação da tabela de preços mínimos para o serviço de transporte de cargas vai elevar o valor do vestuário. É o que destaca a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em nota na qual se posiciona contra a política do frete mínimo. De acordo com a entidade, a mudança vai custar de R$ 3,5 bilhões ao ano a mais aos produtores têxteis e de confecção.
Atualmente, o setor gasta R$ 7 bilhões com o envio de cargas. Em entrevista à Agência Rádio Mais, o presidente da Abit, Fernando Pimentel, afirmou que o custo seria repassado para o consumidor. “Vai impactar o preço do vestuário, principalmente para as pessoas de menor renda, porque quanto maior o valor agregado, maior o preço do frete”, destacou.
Para a entidade, a medida ilegítima. “É uma questão anacrônica e inconstitucional. Irá gerar menos investimento, menor produção e oferta. No final, o caminhão vai ficar parado. Devido à queda na movimentação produtiva”, afirma, em nota, o presidente da entidade. Durante a greve dos caminhoneiros, o setor têxtil e de confecção perdeu cerca de R$2 bilhões.
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