Valente critica soltura de Paulo Preto: basta ameçar abrir o bico que já é solto.
Após o ministro do STF Gilmar Mendes mandar soltar
o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo
Preto, operador do PSDB, o deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que,
"para uns a condição de ser solto ou de negociar alguma coisa é falar
aquilo que querem ouvir sobre uma certa pessoa que todos sabem quem é";
"Para outros, como é o caso de Paulo Preto, é o contrário, basta ameaçar
abrir o bico que já é solto"
SP 247 – A decisão do ministro do Suprem
Tribunal Federal Gilmar Mendes de mandar soltar o ex-diretor da Dersa
(Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como
Paulo Preto, operador do PSDB, continua rendendo críticas de
parlamentares.
De acordo com o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), "para uns a
condição de ser solto ou de negociar alguma coisa é falar aquilo que
querem ouvir sobre uma certa pessoa que todos sabem quem é". "Para
outros, como é o caso de Paulo Preto, é o contrário, basta ameaçar abrir
o bico que já é solto", escreveu o parlamentar em sua conta no Twitter.
Autoridades suíças haviam informado que Paulo Preto mantinha o
equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil. O dinheiro
recebido por ele é ligado principalmente ao ex-governador José Serra.
O operador do PSDB foi denunciado em março pela Operação Lava Jato
por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011. O dinheiro era
destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a
construção do Rodoanel, realizada na gestão do tucano José Serra
(2007-2010).

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