Médicos e hospitais privados reclamam dos valores pagos pelo Estado por cirurgias
Além do valor, forma de execução do programa Plantão Cirurgia também gera insatisfação.
Por Nathália Bernardo
nathalia@focus.jor.br
Médicos e hospitais reclamam dos valores pagos pelo Estado no Programa Plantão Cirurgia, em que pacientes da rede pública terão seus procedimentos realizados em hospitais privados.
Eles afirmam que há defasagem com relação a CBHPM, que baliza o preço dos procedimentos médicos. Também apontam riscos na forma como o programa é executado. O Estado informa o procedimento, mas não o histórico do paciente. Assim, os profissionais não sabem as chances de intercorrência na cirurgia. Isso pode levar a prejuízos, como no caso de o paciente precisar de maior tempo de internação, UTI ou nova cirurgia.
O caso é ainda mais grave no caso de procedimento de alta complexidade, como os cardiacos, para os quais as chances de zerar a fila nesse sistema é menor.
Em nota, a Secretaria da Saúde (Sesa) informa que “pagará aos credenciados pelos procedimentos, cujos valores foram devidamente previstos no edital”, publicado no Diário Oficial de 5 de março.

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